Depois de dois dias distante do Ad Finem, volto em primeiro lugar desculpando-me pela ausência, sem dúvida não foi proposital. Aproveito para agradecer aos meus webleitores, que mesmo sem atualizações, permaneceram ad finem em busca de novidades. As vezes por mais que tentemos os afazeres superam nossa vontade e necessidade de aqui está.Todavia, por hoje se tratar de um dia diferente dos demais, não posso silenciar-me. Como mulher e blogueira por opção, fazendo uso desse humilde espaço para expor meus pensamentos e visão sobre o mundo e a vida, tenho de registrar meu repúdio e indignação sobre o machismo que ainda impera e reina na sociedade brasileira.
Antes de defender qualquer ponto de vista, tenho de ressaltar, não sou feminista e nem adepta a este movimento, sou feminina, sou apenas uma mulher, que acha que acima de qualquer coisa está a dignidade humana. Quero também asseverar, que tudo que aqui será escrito tem o cunho total e completamente impessoal, e, chamo atenção à isso, não por medo ou coisa parecida, faço tão somente, porque entendo ser relevante.
A violência contra mulher não é mais novidade pra ninguém e nem tão pouco algo que espante ou cause perplexidade. Esse fato social antiquíssimo é tão corriqueiro também em nossos dias que nos acostumamos com ele e aprendemos a banalizar, normalizar mesmo, algo que é inceitável, cruel e que fere todos os princípios constitucionais.
Estabelecido no Primeiro Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe, que foi realizado em Bogotá, nos idos de 1981, o DIA DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, surgiu em homenagem as irmãs Patria, Minerva e Maria Teresa Mirabal. As irmãs Las Mariposas, como ficaram conhecidas, foram brutalmente assassinadas, em 25 de novembro de 1960, pelo Ditador Trujillo, na República Dominicana. Na volta de uma das visitas que irmãs Mirabal, comumente faziam a seus maridos que se encontravam presos em Puerto de Plata, elas foram detidas na estradas e assassinadas por agentes do governo militar. Tudo feito de forma estratégica, para o crime parecer um acidente. O intento do ditador todavia não obteve êxito e esse cruel assassinato foi rechaçado pela comunidade nacional e internacional, incidindo na aceleração da queda do supracitado governo ditatorial, Rafael Leônidas Trujillo.
Assim, pela significância histórica dos acontecimentos aludidos, o dia 25 de novembro é conhecido mundialmente, como símbolo da violência contra a mulher.
No Brasil, a conjuntura atual, torna cada dia mais gritante a situação de opressão e violência contra a mulher. A mulher amarga em nossa sociedade o mesmo preconceito sofrido pelo negro, pelos homossexuais, ou seja, está sempre em conjunturas desfavoráveis em relação aos homens. Não importa sua capacidade, inteligência, habilidade, ela sempre ganhará menos que o homem, mesmo assumindo o mesmo cargo. 
As provas do Enem, que foram adiadas, serão aplicadas nos dias 05 e 06 de dezembro. Para minha surpresa, um dos dias das provas cairá em um sábado, fato não comum em nosso país, dado o direito dos Adventistas do Sétimo Dia.


























